quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Alain Prost abandona a Renault

Belo Horizonte, Março de 1994.

Com contrato em vigor com a Williams-Renault, iniciado na temporada passada e com duração de dois anos, Alain Prost abriu mão de correr este ano para não dividir a equipe inglesa com seu desafeto declarado, o brasileiro Ayrton Senna.

O afastamento do piloto francês já era bastante especulado na imprensa, mas a confirmação aconteceu apenas no Grande Prêmio de Portugal, quando Prost se aproximou da marca de Juan Manuel Fangio ao garantir o seu quarto título mundial de pilotos, desta vez de forma dominadora.

Williams FW15B Prost[3]

Entretanto, a aposentadoria de Prost pode não durar muito, como dois anos antes.

Atravessando um momento irregular, bem diferente do final da década passada, a McLaren tenta se reerguer sem os motores vencedores - Porsche e Honda - ao apostar agora em uma parceria com a Peugeot. Nas pistas, a bola da vez será o jovem piloto de testes Mika Hakkinen, um finlandês bastante rápido, mas pouco experiente.

Sabendo das dificuldades e se fazendo valer da ótima relação com Prost, o diretor de equipe Ron Dennis tenta atrair o tetracampeão para comandar a nova fase da equipe. Mesmo com contrato em vigor com a Williams, o piloto francês não enxerga problemas em manter relações com a outra montadora francesa, a Peugeot, representada pelo piloto aposentado Jean-Pierre Jabouille. Segundo Prost, todos que estão ligados à Fórmula 1 são mercenários, incluindo patrocinadores, pilotos e dirigentes.

Liberado do contrato com a Renault, através de ótima relação entre as partes, Prost teve seu primeiro contato com a nova – mas velha – casa no circuito de Estoril, no início do mês de março.

AlainProst_McLarenMP49

Com voltas cronometradas e uma diferença em torno de quatro segundos para o carro da Williams, pole no circuito ano passado, Alain Prost descartou a sua manutenção na Fórmula 1 para a temporada de 1994 e encerrou as especulações agradecendo ao convite ao se dizer não estar pronto para enfrentar novamente os riscos da categoria.

O noticiário agora se volta para a contratação de Martin Brundle ou do protegido francês, Phillipe Alliot, como segundo piloto da McLaren.

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